segunda-feira, 30 de novembro de 2009


História

Antigas bandas dos integrantes

Beto Bruno, o vocalista, era dos Malvados Azuis, bem como o ex-baixista Jerônimo Lima, que hoje toca nos Locomotores. Rodolfo Krieger, baixista atual, já foi vocalista dos Gabardines e guitarrista e vocalista da banda Os Efervescentes. Marcelo Gross já tocou bateria na banda de Júpiter Maçã e n'Os Hipnóticos. Gabriel Azambuja e Pedro Pelotas fazem parte da sua primeira banda.

A origem do nome

O nome Cachorro Grande foi sugerido por Beto Bruno. Logo depois, contou com o aval de Marcelo Gross e do restante da banda. A origem veio do fato que, no início da banda, ainda sem músicas próprias, fazia parte do repertório do grupo covers de bandas como The Rolling Stones, The Beatles e The Who. Para escolher quais canções tocar, era uma "briga de cachorro grande", expressão usada no Rio Grande do Sul para se referir a algo muito complicado. Então, o nome da banda ficou Cachorro Grande.[1]

Primeiros anos

Em 2001 é produzido o primeiro álbum de estúdio da banda, homônimo, Cachorro Grande, que teve pouca divulgação. Lançado por uma gravadora pequena, não alcançou o grande público, mas levou-os a tocar em diversos festivais de bandas independentes ampliando assim a sua base de fãs. Ainda assim o disco contém canções que mais tarde se tornaram conhecidas como "Lunático", "Sexperienced" e "Debaixo do Chapéu".

O sucesso

Em 2004 lançam o seu segundo disco, As Próximas Horas Serão Muito Boas. Rejeitado anteriormente por outra gravadora sob pretexto de ser "não comercial", o projeto só foi em frente graças ao músico Lobão, que lançou o disco em sua revista OutraCoisa. A consequência foi uma maior distribuição, garantindo à banda maior visibilidade. O crescente sucesso a partir das músicas "Hey Amigo" e "Que Loucura!" despertou o interesse da gravadora Deckdisc, que assinou contrato com a banda.

Em 2005, é lançado o álbum Pista Livre, produzido por Rafael Ramos e masterizado no lendário estúdio Abbey Road, em Londres (o mesmo utilizado pelos Beatles), foi o disco que mais alcançou repercussão entre o público. Com maior refinamento técnico, o disco conta com músicas que receberam bastante destaque nas emissoras de rádio do Brasil, tais como: "Você Não Sabe o que Perdeu", "Sinceramente" e "Bom Brasileiro".

A banda permaneceu com sua formação original por cinco anos, até a saída do baixista Jerônimo Lima, o "Bocudo" em 2005, logo após a gravação do Acústico MTV: Bandas Gaúchas. Bocudo formou com outros músicos a banda Locomotores, e em seu lugar entrou Rodolfo Krieger, que até então era vocalista e guitarrista da banda Os Efervescentes.

Em maio de 2007, a banda lança o quarto álbum de estúdio, Todos os Tempos, com produção de Rafael Ramos. São doze canções e o primeiro single foi "Você me Faz Continuar", com inspirações na banda escocesa Primal Scream e nos Rolling Stones; o segund foi "Roda-gigante", como conta o Beto Bruno em entrevista: "Foi para fazer esse tipo de som que eu quis ser músico"; e o terceiro e último single foi "Conflitos Existenciais". O disco conta com a particularidade de ter músicas compostas também pelo baterista Gabriel Azambuja, o tecladista Pedro Pelotas e o baixista Rodolfo Krieger.

O mais recente álbum da banda, "Cinema", foi lançado na segunda quinzena de junho de 2009.[2][3] O disco foi gravado em rolo analógico de duas polegadas.

Fatos marcantes

  • Em 2005, a banda se apresentou nos festival Claro que é rock, em São Paulo e no Rio de Janeiro.
  • Participação em renomados festivais de bandas independentes como Bananada (GO), GO Music Festival (GO), Upload (SP), Curitiba Pop Festival (PR), Abril Pro Rock (PE), Ceará Music (CE), Se Rasgum (PA), Pop Rock (MG), Ceará Music (CE), Planeta Atlântida (RS), Festival Casarão (RO), PMW Festival (TO), entre outros.
  • Em junho de 2007 a banda, junto com Nando Reis, participou do especial Estúdio Coca-Cola da MTV.
  • Já se apresentaram no programa Altas Horas, na Rede Globo, apresentado por Serginho Groisman.
  • De 28 de novembro a 1º de dezembro de 2005, a banda participou do programa Família, na MTV, onde mostrou como é os bastidores de uma banda de rock.
  • No dia 21 de outubro de 2005, a banda fez sua primeira apresentação em Sorocaba, interior de São Paulo, no Black Sheep Bar, respeitada casa voltada ao público amante de motociclismo e rock. A banda voltaria a tocar no Black Sheep em janeiro de 2006.
  • A banda participou do Show da Virada 2005 da TV Globo, com a música "Você não Sabe o que Perdeu".
  • A banda já se apresentou 2 vezes em João Pessoa. A primeira foi no Teatro de Arena do Espaço Cultural, em maio de 2006 e segunda foi em outubro do mesmo ano, no Galpão 14. Nos cinco meses que separam os dois shows, o público da banda presente aos shows dobrou.
  • Em abril de 2008 a banda fez o primeiro show gratuito na Virada Cultural de São Paulo e em maio na Virada Cultural de Bauru[1].
  • No final do ano de 2007 a Cachorro Grande, deixou de ser empresariada pela Quizumba Kappamaki, escritório de Simon Fuller (mesmo do Los Hermanos), para assim ser da Infernal Produções escritório de Sergio Peixoto (mesmo do Nando Reis). A produção executiva é do Diogo Damascena desde 2005.
  • A banda já dividiu palco com: Oasis, Supergrass, Interpol, Iggy Pop, Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Nação Zumbi, Rita Lee, Nando Reis, entre outros.
  • A banda abriu quatro shows do Oasis no Brasil, em maio de 2009. Nas cidades de Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.

Discografia

Álbuns de estúdio

[editar] Álbuns ao vivo

Singles



hevo 84






História

Hevo84 é uma banda do gênero Pop Rock, formada no final de 2005 em Paranaguá no litoral do Paraná, e vai além do que Baixo, Guitarra e Bateria, pois também mistura elementos eletrônicos. Ela tem suas próprias letras, e isso a faz ter um impacto maior no universo jovem, pois falam de sentimento sem medo, e isso torna a Hevo84 cada vez mais interessante.

Como a Hevo84 tem todas suas letras autorais, ao logo desses quatros anos de carreira ela tem usado a internet como maior meio de divulgação de seu trabalho, em sites que abrem espaço para bandas independentes, como a TramaVirtual e o YouTube, onde a banda lançou o vídeo clipe da música "A Vida é Minha", que teve um grande sucesso, sendo visto por mais de meio milhão de pessoas no canal de vídeos da banda, o YouTube.

Atualmente a banda prepara o lançamento de seu novo CD "Dias de Fuga", pela Som Livre, mas que ainda não possui previsão para data de lançamento.

Mesmo abrindo shows para bandas do cenário nacional, a Hevo84 sempre teve seu shows bem marcantes, fortes e contagiantes, foi desse jeito que acabou chamando muito a atenção em Curitiba, Paraná. E assim em pouco tempo teve uma grande legião de fã seguindo o quarteto em apresentações pela cidade e nas regiões próximas.

A banda se instalou em São Paulo em busca de um espaço maior para a divulgação de seu disco "Dias de Fuga", que foi lançado de forma independente e já atingiu a marca de 2000 mil copias vendidas e isso sem contar os milhares de downloads feitos pela internet nos canais oficiais da banda. O CD tem como singles as músicas: “A Vida é Minha" (primeiro single a chegar nas rádios), "Passos Escuros" (que faz parte da trilha sonora da novela Malhação 2009 da Rede Globo), "Mas Você Nem Vai Saber" e "Meu Mundo Sem Você", que hoje são cantadas a uma só voz pelo publico nos shows.

Participando de grandes festivais como o Maquinaria Rock Fest no Espaço das Américas, ABC Pro HC (Um dos maiores festivais independentes de música do país), Shows no Hangar 110 (Casa de shows bastante conceituada no cenário musical), Estúdio Coca-Cola em Curitiba/PR, além de mais de 50 shows em menos de 6 meses por todo o Brasil no ano de 2008.

Curiosidades

O nome "Hevo84" pode ser explicado por partes, "HEVO" significa infinito e indestrutível, "8" representa o símbolo do infinito e o "4" para representar o número de integrantes da banda.

A Hevo84 ainda chega com um novo album em 2009 o Oitenta E Quatro gravado pela universal music.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009


Strike é uma banda de Ska Punk do Brasil formada em 2000 na cidade de São Paulo, São Paulo pelos amigos Cassio, Leo Costela, Alan, Tiaguito e Shura. Em 2003, surgiu em Belo Horizonte uma outra banda de Pop Rock com o mesmo nome, apesar da existência da original.

O Strike Original de SP participou da estréia da segunda versão do popular programa de TV Piores Clipes, com apresentação de João Gordo na MTV. O clipe, primeiro da banda, era do single "O Mundo Gira E Quando Ele Pára Você Cai". O segundo clipe da banda, do single "Maverick!" de 2003, foi dirigido pelo então estreante diretor de videoclipes Luis Carone, que depois veio a ganhar fama e prêmios pela direção de clipes para bandas como Rock Rocket, Autoramas e Sepultura. O clipe teve exposição em programas da época como o Riff MTV e o Lado B.

Percorrendo as principais casa de shows de São Paulo, o Strike Original dividiu o palco com bandas como Rock Rocket, Sly, Maleducados, entre outras. A banda possui até hoje um guestbook com mais de 8 anos de existência, e mais de 22 mil mensagens.

Em 2006, a banda Strike original entrou em hiato, época que coincidiu com a maior exposição da segunda banda Strike em veículos da internet como MySpace, e o aumento da sua base de fãs pré-adolescentes e adolescentes. Em virtude deste hype, receberam de última hora um contrato com a Rede Globo para tocarem o tema de abertura da nova temporada da telenovela adolescente Malhação. Em outubro

Skank é uma banda brasileira de pop rock e ska formada por Samuel Rosa (guitarra e voz), Henrique Portugal (teclados), Lelo Zaneti (baixo) e Haroldo Ferreti (bateria), em março de 1991 em Belo Horizonte.

História

Em 1983, Samuel Rosa e Henrique Portugal começaram a tocar em uma banda de reggae chamada Pouso Alto, junto com os irmãos Dinho (bateria) e Alexandre Mourão (baixo). Em 1991, o Pouso Alto conseguiu um show na casa de concertos Aeroanta, em São Paulo, mas como os irmãos Mourão não estavam em Belo Horizonte, o baixista Lelo Zaneti e o baterista Haroldo Ferretti foram chamados para o show.[1] A banda fez sua estréia em 5 de junho de 1991, e devido á final do Campeonato Paulista no mesmo dia, o público pagante foi 37 pessoas.[2] Após o show, o grupo mudou seu nome para Skank, inspirado na música de Bob Marley, "Easy skanking", e começou a tocar regularmente na churrascaria belo-horizontina Mister Beef.[3]

A proposta musical inicial era uma adaptação do dancehall jamaicano aos ritmos brasileiros. Esse formato de reggae eletrônico era uma natural evolução do tradicional reggae de raíz, popularizado por Peter Tosh, Bob Marley e Jimmy Cliff.

O primeiro álbum do grupo, Skank, gravado de forma independente, foi lançado em 1992. Após 1,200 cópias das 3,000 iniciais serem vendidas, a Sony Music decidiu assinar contrato com o Skank, e relançou o álbum em abril de 1993.[4], Os singles "O Homem Que Sabia Demais", "Tanto" e "In(Dig)Nação" levaram o grupo a mais de 120 concertos pelo Brasil, que resultaram na vendagem de 120 mil cópias do álbum de estréia.

O segundo álbum, Calango (1994), inaugurou a parceria com o produtor paulista Dudu Marote. Se destacaram nas rádios as canções "É Proibido Fumar", "Te Ver", "Pacato Cidadão", "Esmola" e "Jackie Tequila", resultando em 1 200 000 cópias vendidas do álbum.

"Garota Nacional" foi o principal single de O Samba Poconé, álbum de 1996. Chegou a liderar as paradas na Espanha e levou o grupo a digressionar por países como Argentina, Chile, Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Suíça e Portugal. O disco recebeu a participação do francês Manu Chao em três canções - "Sem Terra", "Los Pretos" e "Zé Trindade". O álbum atingiu a marca de 1 800 000 cópias.

A Sony Music, em 1997, lançou a compilação Soundtrack For a Century para comemorar o seu centenário, adicionando "Garota Nacional", a única canção em língua portuguesa.

Em 1998 a FIFA incluiu "É Uma Partida de Futebol" no disco oficial da Copa do Mundo. No mesmo ano Samuel Rosa inicia uma série de concertos com o cantor e compositor mineiro Lô Borges.

Em Siderado, mostrando amadurecimento e uma aproximação com o rock and roll, o grupo trabalhou com John Shaw (UB40) e Paul Ralphs). "Resposta", "Mandrake e Os Cubanos" e "Saideira" se tornaram hits. O álbum foi lançado em julho de 1998, e mixado em Abbey Road, estúdio londrino consagrado pelos Beatles; Daúde e o grupo instrumental Uakti foram os convidados especiais, e o álbum vendeu 750 mil cópias.[5]

Em 1999 a banda participou de Outlandos D'Americas, um tributo de grupos sul americanos ao The Police gravando "Estare Prendido En Tus Dedos", versão da canção "Wrapped Around Your Finger".

Maquinarama, lançado em julho de 2000, teve a produção de Chico Neves e Tom Capone e vendeu 275 mil cópias.[5] Os principais singles deste disco foram "Três Lados", "Balada do Amor Inabalável" e "Canção Noturna". Maquinarama é considerado um divisor de águas na carreira do grupo, que já não mais utilizou metais em suas gravações.[6]

Em 2000, a banda era uma das atrações do Rock in Rio III que ocorreria no ano seguinte, mas desistiu junto com outros quatro grupos (Raimundos, Jota Quest, Charlie Brown Jr. e Cidade Negra) em protesto contra a exclusão de O Rappa.[7]

Em 2001, com a parceria da MTV Brasil, o grupo grava na cidade de Ouro Preto o seu primeiro disco ao vivo. MTV Ao Vivo em Ouro Preto vendeu 600 mil cópias. A única canção inédita deste projeto, "Acima do Sol", liderou as paradas de rádio no país. No ano seguinte Samuel Rosa participa em "É Proibido Fumar" do Acústico MTV de Roberto Carlos.

Cosmotron, produzido pelo grupo e Tom Capone, foi lançado em julho de 2003 e vendeu 250 mil cópias. "Dois Rios", "Vou Deixar" e "Amores Imperfeitos" foram as faixas que se destacaram. O álbum foi premiado no ano seguinte com o Grammy Latino de melhor gravação de rock.

Radiola, lançada em outubro de 2004, foi a primeira compilação do Skank. A regravação de "Vamos Fugir" de Gilberto Gil e Liminha foi uma das quatro canções inéditas. Radiola vendeu 200 mil discos. Assim como "Vou Deixar", no ano anterior, "Vamos Fugir" foi a canção com maior comercialização de ring tones em 2005.

Em março de 2006 a banda iniciou em Belo Horizonte as gravações de seu nono álbum, Carrossel, o sétimo com canções inéditas. O trabalho recebeu a produção de Chico Neves, produtor que atuou anteriormente em Maquinarama, e Carlos Eduardo Miranda, produtor do Acústico MTV da banda O Rappa. O álbum foi lançado em agosto do mesmo ano e emplacou os hits "Uma Canção É Pra Isso", "Mil Acasos" e "Seus Passos". No álbum são apresentadas novas parcerias - Arnaldo Antunes e César Mauricio que, além de ex-integrante do Virna Lisi, foi responsável pelo visual de Siderado.

Em outubro de 2006 a banda é o primeiro grupo brasileiro a ter um álbum lançado em formato digital. Um fabricante de telefones celulares, Sony Ericsson, lança um aparelho com o álbum Carrossel completo e o videoclipe de "Uma Canção é Pra Isso". Em Abril de 2007, o Skank, também de forma pioneira, recebe o "Celular de Ouro", reconhecido pela APBD, pela vendagem de 61000 unidades do produto.[8]

Em fevereiro de 2008 o grupo retoma a parceria com Dudu Marote e grava "Beleza Pura", de Caetano Veloso, para a abertura da novela com o mesmo nome.

Também em 2008 o grupo entra em estúdio para a gravação de seu novo álbum de inéditas, Estandarte. O lançamento do álbum aconteceu no dia 15 de Setembro de 2008. A música "Ainda Gosto Dela", que conta com a participação da cantora Negra Li, foi incluída na trilha da novela das 6 da Globo Negócio da China e foi um hit. Passados alguns meses, as músicas "Noites de um Verão Qualquer" e "Pára-Raio" foram incluídas em novelas da Globo: Malhação e Caminho das Índias.

As vendas do disco, porém, foram um pouco decepcionantes, para os padrões do Skank. Estandarte não conseguiu atingir o nível de vendas mínimo para receber sequer um disco de ouro, vendendo menos de 100 mil cópias. Vale lembrar que todos os discos anteriores da banda venderam, no mínimo, o dobro, inclusive discos "polêmicos" como Maquinarama.

O público se rendeu a Estandarte, os 2 singles: Ainda Gosto Dela e Sutilmente ficaram entre as 5 mais tocadas nas rádios e nas paradas de sucesso. Enquanto a crítica musical se mostrou mais generosa. Segundo a revista Rolling Stone, foi um dos 25 melhores cds nacionais lançados em 2008 e a música "Chão" uma das 25 melhores canções.[1]

Em entrevista no festival "Planeta Atlântida", o líder do Skank diz que a banda planeja a gravação de um DVD com um show da turnê do disco "Estandarte" em Salvador (BA), na Concha Acústica, provavelmente, até o final do 1° Semestre de 2009, buscando compensar as vendas modestas do CD.

Música de maior sucesso atualmente:"Sutilmente"



Titãs é uma banda de rock brasileira formada em São Paulo, na década de 1980. Ativa há mais de 25 anos, tornou-se uma das quatro maiores bandas do BRock, ao lado de Legião Urbana, Os Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho. Algumas de suas músicas de maior sucesso são Sonífera Ilha, Flores, Polícia, Comida, Televisão, Marvin, Epitáfio e Diversão.

Formação e Primeiros Trabalhos

A maioria dos integrantes da banda se conheceu no Colégio Equipe, em São Paulo, no final da década de 1970 e, a partir de uma apresentação na Biblioteca Mário de Andrade no ano de 1981, passaram a fazer shows em várias casas noturnas da cidade.

A primeira formação contava com nove integrantes — Arnaldo Antunes, Branco Mello, Marcelo Fromer, Nando Reis, Paulo Miklos, Sérgio Britto, Tony Belloto, Ciro Pessoa e André Jung. Além da quantidade exagerada de vocalistas no palco (seis ao todo), a banda, que na época se chamava Titãs do iê-iê, chamava a atenção por seu visual extravagante, que incluía penteados estranhos, maquiagens, ternos e gravatas de bolinhas.

O primeiro álbum

Em 1984, sem Ciro Pessoa, a banda assinou contrato com a gravadora WEA para gravação do primeiro álbum, produzido por Pena Schmidt, que, apesar de modesta vendagem, colocou a banda nas rádios com o hit "Sonífera Ilha" e garantiu aos Titãs as primeiras aparições na TV em programas famosos da época, como Clube do Bolinha, Raul Gil e Cassino do Chacrinha.

Nesse mesmo disco, os Titãs colocaram nas rádios a música "Toda cor", além de uma das mais importantes da hístoria da banda: Marvin. Embora ela faça parte desse disco, não fez sucesso naquele momento, fato que ocorreria quatro anos mais tarde, quando os Titãs lançaram uma versão mais técnica e melhorada da música. O mesmo fato aconteceria com outra faixa do disco, Go Back.

Sai André Jung, entra Charles Gavin

Após um show no Rio de Janeiro, no final de 1984, os Titãs decidiram substituir o baterista André Jung por Charles Gavin. Há tempos a banda não estava satisfeita com a forma com que André tocava e, conforme a insatisfação com ele aumentava, crescia também a admiração por Charles Gavin, baterista que estava naquele momento ensaiando com o RPM, e que também já tinha feito parte do grupo Ira!. A notícia de que seria substituído na banda não agradou André, pois ele pretendia passar o ano novo com sua namorada no Rio de Janeiro e celebrar o sucesso da canção "Sonifera Ilha". Com a decisão da banda, André voltou para São Paulo e dois dias depois entrou para o grupo Ira!. Outro músico que não ficou satisfeito foi Paulo Ricardo, que descobriu que Charles Gavin tinha saido do RPM ao assistir um programa de TV, que mostrava a preparação do Titãs para um show, já com Charles entre seus integrantes. Este fato deixou um clima tenso entre o baixista e vocalista do RPM e o novo baterista dos Titãs.

O disco Televisão

Os Titãs gravaram seu segundo disco em 1985: o álbum Televisão, produzido por Lulu Santos, também não fez grande sucesso mas serviu para colocar a faixa-título nas rádios, além da música Insensível. Os Titãs ainda não conseguiam colocar no disco todo o peso que a banda tinha em palco e, além disso, a produção de Lulu Santos não agradou muito a banda. A idéia do disco, de que cada faixa representasse um canal televisivo, também contribuiu para o fato de que o disco não tivesse uma unidade maior.

Chegada ao Estrelato

Em novembro de 1985, Tony Bellotto e Arnaldo Antunes foram presos (o primeiro por porte e o segundo por porte e tráfico de heroína). Bellotto foi libertado sob fiança. Arnaldo Antunes, por sua vez, permaneceu atrás das grades por mais tempo, sendo libertado após um mês.

O episódio teve um grande impacto na banda. Ofertas de shows escassearam e os Titãs perderam sua aura de "inocência" diante da mídia.

Após esses acontecimentos, os Titãs entraram novamente em estúdio, cuja principal mudança veio na parte da produção do disco, que ficou a cargo de Liminha, o principal produtor da época. As relações entre a banda e o produtor não eram das melhores, devido a uma declaração de Branco Mello de 1985 em que dizia que "todos os discos que Liminha produzia pareciam iguais" e também "que era bom mesmo que Liminha não produzisse a banda". O produtor, ao saber disso, não perdeu a chance de jogar as declarações na cara da própria banda, antes de aceitar assumir o projeto. Após o mal-entendido, o grupo e o produtor iniciaram uma grande parceira, que também se repetiria nos próximos três discos da banda.

Liminha conseguiu fazer com que a banda colocasse em disco todo o peso dos shows. Também foi o primeiro produtor que realmente teve coragem de sugerir mudanças em algumas faixas, coisa que até aquele momento a banda não aceitava.

Em junho sai o disco "Cabeça Dinossauro", o disco que mais tarde em 1997 seria considerado pela revista Bizz como o melhor disco de pop/rock produzido no país. O disco trouxe a banda mais pesada e mais agressiva em suas letras, com influência punk e letras contundentes que não poupavam as principais instituições da sociedade brasileira ("Estado violência", "Polícia", "Família" e "Igreja"). A canção "Igreja" chegou a causar discordância na banda: enquanto a maior parte dos integrantes considerava a canção genial, Arnaldo Antunes não se sentia bem com os versos "Eu não gosto de padre, eu não gosto de madre, eu não gosto de frei... Eu não entro na igreja, não tenho religião...". Também havia divergências religiosas entre dois integrantes: Arnaldo sempre declarou acreditar em Deus, ao contrário do baixista Nando Reis (autor da canção), que sempre se declarou ateu. Devido a isso, sempre que a canção era tocada, o vocalista se retirava do palco, em um silencioso protesto.

Devido ao tom agressivo, "Cabeça..." foi praticamente barrado nas rádios e na televisão, porém a situação começava a mudar. Após um começo de turnê desapontador (shows para 30 ou menos pessoas), as apresentações cada vez mais agressivas passaram a atrair milhares de pessoas.

O marketing espontâneo não demorou muito e, por fim, os Titãs ganharam seu primeiro disco de ouro. Sem outra alternativa, as emissoras se renderam ao sucesso e começaram a tocar. Algumas se davam ao luxo de pagar multas para tocar as faixas censuradas, como "Bichos Escrotos".

Um novo caminho

"Cabeça Dinossauro" abriu várias portas para os Titãs. Além do aumento do número de shows, do cachê e da atenção da mídia em cima do trabalho do grupo, a última faixa do disco abriu portas para uma nova sonoridade que seria muito utilizada no disco seguinte da banda. "O quê?", 13º faixa do ábum, foi gravada de forma diferente das demais do disco. Nela foram utilizados Samplers, além de bateria eletrônica. Sua gravação durou uma semana, e o resultado agradou tanto à banda quanto aos fãs.

No centro das atenções

Era dessa forma que os Titãs estavam no ano de 1987. O último disco era aclamado por público, crítica e artistas de várias estirpes da música, como Caetano Veloso e Renato Russo.

A glória e a descoberta de novos caminhos sonoros estimulou a banda a entrar em estúdio para gravar seu 4º disco, Jesus não tem dentes no país dos banguelas. Curiosidade: os lados A e B do LP foram batizados de Lado J e Lado T, para que o público não ouvisse automaticamente o lado onde estariam apenas os grandes sucessos. A utilização de samplers e bateria eletrônica foi constante nas primeiras 7 faixas do disco, causando grande revolução sonora. Dentre as faixas, destacam-se a faixa-título, Corações e mentes e Comida, enquanto as outras seguiam a linha ditada pelo disco anterior, como em Lugar Nenhum, Nome aos Bois e Desordem.

O disco seguiu o ritmo de vendas do disco anterior, e colocou de vez os Titãs entre as grandes bandas nacionais, graças ao sucesso da parceria com Liminha. O produtor chegou a ser considerado o "9º titã", devido às participações em shows do grupo paulista.

Após algumas apresentações internacionais, a banda gravou ao vivo uma seleção de músicas antigas e lançou o álbum "Go Back", em 1988.

O auge da parceria Titãs-Liminha consolidou-se em "Õ Blésq Blom", uma das produções mais populares até então. Seus principais sucessos eram "Miséria", "Flores", "O Pulso" e "32 Dentes". Um dos destaques curiosos deste trabalho foi a participação especial do casal de repentistas pernambucanos Mauro e Quitéria, descobertos pela banda numa praia de Recife.

Arnaldo Antunes, ex-integrante da banda, hoje em carreira solo.

As Primeiras Mudanças

Lançado em 1991, na baixa do mercado fonográfico brasileiro oriunda da crise econômica do governo Fernando Collor de Mello, "Tudo ao Mesmo Tempo Agora" foi um baque para os críticos, defensores incondicionais da banda.

O disco marca uma retomada da estética de "Cabeça Dinossauro", no entanto mais cru, com mixagem irregular e canções escatológicas. Num arroubo de confiança, os próprios integrantes produziram o disco e o fracasso comercial do trabalho foi possivelmente o estopim para a saída de Arnaldo Antunes, que passou a se dedicar a uma carreira solo.

"Titanomaquia" de 1993 continuou o trabalho anterior, com uma instrumentação "pesada" e letras escatológicas, mas com a novidade de contar com a produção de Jack Endino, produtor de bandas importantes como o Nirvana. A mídia se mostrou mais receptiva, mas as vendagens continuaram modestas.

Inicio da nova fase

Após passar o ano de 1994 de férias, os Titãs voltaram em 1995 para lançar um novo disco. Domingo trouxe um Titãs menos escatológico, porém com um som ainda pesado. O disco serviu para que a banda acabasse com os rumores de que iria se separar. Nesse disco, os Titãs fizeram sua primeira cover.

A Era Acústico MTV

Em 1997, para comemorar os 15 anos de carreira, a banda aceitou participar do projeto Acústico MTV. O CD e vídeo, gravado no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, chegou ao impressionante número de 1,7 milhões de cópias, mostrando um lado desconhecido do grupo: os sete integrantes, junto com o produtor Liminha, tocando instrumentos desplugados, em ritmo menos barulhento.

Além de ser o Acústico mais vendido do Brasil, também contou com grupos de cordas e metais. O disco também trouxe várias participações especiais: o cantor argentino Fito Paez e o reggaeman Jimmy Cliff, além das cantoras Marina Lima, Marisa Monte e Rita Lee (cuja participação foi gravada em estúdio). Destaque também para o ex-titã Arnaldo Antunes, que também participou do disco na canção "O Pulso". O sucesso do disco foi bastante refletido nos dois discos seguintes.

Novos fãs, novas críticas

Aproveitando-se do sucesso do disco anterior, a banda lançou em 1998 Volume Dois, uma espécie de continuação do "Acústico", com releituras de outros sucessos e faixas inéditas. Entre os principais destaques estavam as inéditas Sua Impossível Chance e Amanhã Não Se Sabe e a releitura de Insensível, do segundo disco da banda. Porém, o boom veio com a regravação de É Preciso Saber Viver, um antigo sucesso de Roberto Carlos, que consolidou o ótimo desempenho do álbum, que chegou a 800 mil cópias. A crítica mostrou-se menos receptiva, chegando a alegar que a banda teria se vendido ao mercado.

A banda recebeu o Troféu Imprensa do mesmo ano, como Melhor Conjunto Musical de 1998.

Em 1999, veio o disco As Dez Mais, o primeiro trabalho inteiramente não-autoral. Com dez faixas, sendo regravações de cantores como Tim Maia, Roberto Carlos e Raul Seixas, e bandas como Legião Urbana e Ultraje a Rigor.

"As Dez Mais" também teve sucesso de vendas, com 500 mil cópias, porém a crítica reviveu sua virulência dos tempos de Tudo Ao Mesmo Tempo Agora. A maior parte das críticas foi contra a regravação de Pelados Em Santos, sucesso dos Mamonas Assassinas que ajudou a alavancar as vendas dos Titãs. Outros também disseram novamente que a banda havia "se vendido" ao mercado.

A morte de Marcelo Fromer

Em 2001, casa nova: os Titãs assinaram com a Abril Music e estavam prestes a iniciar a gravação de mais um trabalho. Porém, no dia 11 de Junho de 2001, o guitarrista Marcello Fromer foi atropelado por uma moto em São Paulo e morreu dois dias depois.

Pensou-se na época que a morte de Fromer seria o fim da banda. João Augusto, então diretor da Abril Music, chegou a declarar que concordaria com qualquer decisão, caso a banda anunciasse uma possível separação. Porém, eles decidiram seguir em frente.

A vida sem Fromer

Fromer era o responsável pela guitarra base da banda. Com o início das gravações de A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana, houve dúvidas sobre a gravação: Tony Bellotto, guitarrista solo, pensou em gravar todas as guitarras do disco, porém mudou de idéia. Chegou-se a propor que a banda se revezasse no instrumento, porém a decisão final foi convidar o músico Emerson Villani, que já tinha tocado com a banda durante alguns shows e turnês, inclusive substituindo Marcelo no ano de 1998, quando ele foi convidado para comentar a Copa do Mundo FIFA de 1998 pelo canal SporTV.

O repertório permaneceu inalterado: as 16 faixas já haviam sido escolhidas antes da morte de Fromer.

Seus principais sucessos foram as canções A melhor banda de todos os tempos da última semana,O Mundo é Bão, Sebastião!, Isso e Epitáfio. Esta última foi o maior sucesso dos Titãs em 2001.

Agenda cheia, grandes premiações, grande sucesso, porém uma pessoa não estava em sintonia com as alegrias e ambições futuras da banda.

A Saída de Nando Reis

Nando Reis, o baixista, declarou em 2002 que não se sentia preparado para gravar mais um disco com a banda, alegando que as mortes do guitarrista Marcelo Fromer e também da cantora Cássia Eller, grande amiga do músico, ainda o abalavam muito.

Na ocasião, a saída foi oficializada, ainda que o baixista nunca tenha dito aos companheiros que estava pulando fora. O processo de separação já existia desde 1993, quando Nando não conseguiu se adaptar ao estilo pesado do disco Titanomaquia, ao mesmo tempo em que gravava com artistas da MPB.

No dia 9 de Setembro, a banda e o músico lançaram comunicados no site oficial falando sobre as razões da separação.

Agora um quinteto

Em 2003, os Titãs lançaram o disco Como estão vocês?. O disco não vendeu tanto quanto o último, porém seguiu a linha pop/rock, que a banda assumira no disco anterior. O álbum conseguiu emplacar dois sucessos, "Enquanto houver sol" e "Provas de amor".

Recentemente, em 2005, lança o quarto disco ao vivo de sua história, e o primeiro gravado no Brasil, "MTV Ao Vivo", com algumas músicas dos 25 anos de história da banda e com as inéditas "Vossa Excelência" (composta em meio ao Escândalo do Mensalão), "Anjo Exterminador" e "O Inferno São Os Outros".

É inegável que os Titãs, graças a seus discos clássicos da segunda metade dos anos 1980, têm lugar de destaque na história da música popular brasileira da segunda metade do século XX, bem como continuam influenciando bandas contemporâneas.

Jovens artistas brasileiros que se destacam por seu conteúdo "engajado" e letras "inconformistas" são também corriqueiramente associados aos Titãs, principalmente da fase Cabeça Dinossauro.

Em 2007, os Titãs completam 25 anos de carreira, comemorados com uma série de shows junto com os Paralamas do Sucesso, que também completam 25 anos de carreira. A série de shows, que se estendeu pelo ano de 2008, culminou em um espetáculo realizado na Marina da Glória, Rio de Janeiro, em janeiro de 2008, e lançado em CD e DVD intitulado Paralamas e Titãs: Juntos e Ao Vivo.

Em 2009, Branco Mello confirma no site oficial dos Titãs a estreia, em fevereiro, do filme A Vida Até Parece uma Festa. Exibido no circuito paulistano, o filme dirigido por Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves recebeu elogios da crítica especializada; especialmente da Revista Veja que deu três estrelas para o documentário. No dia 01º de Outubro de 2009, o documentário é eleito o melhor do ano na categoria Filme/Documentário de música do VMB.

Novos projetos

Após 6 anos sem lançar um disco de estúdio (o mais longo período da carreira da banda), na primeira quinzena de junho de 2009 foi lançado Sacos Plásticos, produzido por Rick Bonadio e lançado por sua gravadora, a Arsenal Music (com distribuição da Universal Music). O disco marca a entrada da banda em um novo selo, depois de seis anos pela Sony BMG.

Bonadio ficou conhecido por produzir bandas de hardcore, popcore e, recentemente, emocore, como as bandas Charlie Brown Jr., Tihuana, CPM 22, Hateen, NX Zero, Fresno, entre outras. Além disto, também foi produtor dos extintos Ira! (nos álbuns Acústico MTV e Invisível DJ) e Mamonas Assassinas (sendo apelidado por eles de "Creuzebek").

Os dois primeiros singles do disco são "Antes de Você" e "Porque Eu Sei Que é Amor", ambas na voz de Paulo Miklos. As canções foram incluídas nas trilhas sonoras de duas telenovelas da Rede Globo: Caras & Bocas (19h) e Cama de Gato (18h), respectivamente. A trama das 18h ainda tem como tema de abertura "Pelo Avesso", do disco Como Estão Vocês? (2003), na voz de Sérgio Britto.

A banda dispensou seus músicos de apoio, tornando-se apenas um quinteto. Branco Mello, vocalista, assume o baixo em definitivo (em outras turnês, Branco tocava apenas em algumas músicas). Sérgio Britto, tecladista e vocalista, também se divide entre o teclado e o baixo. O também vocalista Paulo Miklos, por sua vez, assume a guitarra rítmica. Tony Bellotto e Charles Gavin continuam como, respectivamente, guitarrista solo e baterista.

Estão previstos cinco videoclipes do disco: Antes de Você (que estreou nas programações da MTV Brasil e do Multishow no dia 1 de julho de 2009), Porque Eu Sei Que é Amor, Amor Por Dinheiro, A Estrada e Quanto Tempo (a ser dirigido pela atriz Malu Mader, esposa de Tony Bellotto).







Os Paralamas do Sucesso (também conhecida somente por Paralamas) é uma banda de rock brasileiro, formada no Rio de Janeiro no final dos anos 70. Seus integrantes desde 1982 são Herbert Vianna (guitarra e vocal), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria). No início a banda misturava rock com reggae, posteriormente passaram a agregar instrumentos de sopro e ritmos latinos. A banda faz parte do chamado quarteto sagrado do rock brasileiro, juntamente com o Barão Vermelho, Titãs e Legião Urbana.[1]


História

1977-1983: O começo

Apesar dos Paralamas serem considerados parte da "Turma de Brasília", por terem vivido e criado amizade com as bandas locais, é uma banda formada no Rio[carece de fontes?]. Herbert e Bi se conheceram crianças em Brasília, por serem vizinhos (o pai de Herbert era militar, e o de Bi, diplomata). Em 1977, Herbert foi para o Rio fazer o colégio militar, e reencontrou Bi[carece de fontes?]. Os dois resolveram formar uma banda, Herbert com sua guitarra Gibson e Bi um baixo comprado em uma viagem à Inglaterra. Aos dois depois se juntaria o baterista Vital. O grupo se separou em 1979 para fazerem o vestibular, e em 1981 se reuniram.

O grupo ensaiava em um sítio em Mendes, interior fluminense, e na casa da avó de Bi, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Esses ensaios lhe renderam a música "Vovó Ondina é Gente Fina". O repertório não era sério (com canções como "Pingüins já não os vejo pois não está na estação", "Mandingas de Amor" e "Reis do 49"), e tentaram criar um nome no mesmo estilo, a primeira sugestão sendo "As Cadeirinhas da Vovó". O nome "Paralamas do Sucesso" foi invenção de Bi, e adotado porque todos acharam engraçado. Inicialmente o grupo tinha dois cantores (Herbert só tocava), Ronel e Naldo, que saíram em 1982.

Em 1982, Vital faltou a uma apresentação na Universidade Rural do Rio e foi substituído por João Barone, que assumiu de vez o lugar na banda. Escreveram, tendo como "protagonista" seu ex-baterista, "Vital e sua Moto", e mandaram uma fita com essa e mais 3 músicas para Rádio Fluminense. "Vital" foi muito tocada durante o verão de 83, e os Paralamas tiveram a primeira grande apresentação, ao abrir para Lulu Santos no Circo Voador. Também assinariam contrato com a EMI, gravando o álbum Cinema Mudo (definido por Herbert como "manipulado pelo pessoal da gravadora"), e um sucesso moderado.

1984-1990: Subida para a fama

Em 1984, lançaram o álbum O Passo do Lui, que teve enorme sequência de sucessos ("Óculos", "Me Liga", "Meu Erro", "Romance Ideal", "Ska") e aclamação crítica, levando o grupo a tocar no Rock in Rio, no qual o show dos Paralamas foi considerado um dos melhores.

Depois de grande turnê, lançaram Selvagem? em 1986. O álbum contrapunha a "manipulação" desde sua capa (com o irmão de Bi no meio do mato apenas com uma camiseta em torno da cintura), e misturava novas influências, principalmente da MPB. Com sucessos como "Alagados", "A Novidade" (a primeira com participação de Gilberto Gil, e a segunda co-escrita com ele), "Melô do Marinheiro" e "Você" (de Tim Maia), Selvagem? vendeu 700.000 cópias e credenciou os Paralamas a tocar no cultuado Festival de Montreux, em 1987. O show no festival da cidade suíça viraria o primeiro disco ao vivo da banda, D. Nele, a novidade, em meio ao show com os sucessos já conhecidos, era a inclusão de um "4º paralama", o tecladista João Fera, que excursiona com a banda até hoje, como músico de apoio.

Os Paralamas também fizeram turnê pela América do Sul, ganhando popularidade em Argentina, Uruguai, Chile e Venezuela.

O sucessor de Selvagem?, Bora-Bora (1988) acrescentou metais ao som da banda. O álbum mesclava faixas de cunho político-social como "O Beco" com as introspectivas "Quase Um Segundo" e "Uns Dias" (reflexo talvez do fim do relacionamento com a vocalista da banda Kid Abelha, Paula Toller). Bora-Bora é tão aclamado pela crítica quanto O Passo do Lui.

Big Bang (1989) seguia o mesmo estilo, tendo como hits a alegre "Perplexo" e a lírica "Lanterna dos Afogados". Seguiu-se a coletânea Arquivo, com uma regravação de "Vital" e a inédita "Caleidoscópio" (antes gravada por Dulce Quental, do grupo Sempre Livre).

1991-1994: Sucesso, só na Argentina

O começo da década de 90 foi dedicado às experimentações. Os Grãos (1991), disco com enfoque nos teclados e menor apelo popular, não foi bem nas paradas (apesar de ter tido 2 sucessos, "Trac-Trac" - versão do argentino Fito Páez - e "Tendo a Lua") e nem vendeu muito, algo que também pode ser atríbuido à grave crise econômica pela qual o Brasil passava. Após uma pequena pausa (na qual Herbert lançou seu primeiro disco solo), o trio retorna aos shows, que continuavam cheios, embora a banda passasse por fortes críticas da imprensa. No fim de 1993, a banda viaja para a Inglaterra, onde, sob a produção de Phil Manzanera, gravam Severino. O álbum, lançado em 1994, teve participação do guitarrista Brian May da banda inglesa Queen na música "El Vampiro Bajo El Sol". Este disco era ainda mais experimental, com arranjos muito elaborados, e foi ignorado pelas rádios e grande público, vendendo 55 mil cópias.

Mas se no Brasil os Paralamas estavam esquecidos, no resto da América eles eram ídolos. Paralamas (1992), coletânea de versões em espanhol e Dos Margaritas (a versão hispânica de Severino) estouraram principalmente na Argentina.

1995-2000: Volta às paradas

A despeito das fracas vendagens do CD, a turnê de Severino estava sendo muito bem sucedida, com o público recebendo sempre bem os Paralamas. Uma série de três shows, gravada no fim de 1994, viraria em 1995 o disco ao vivo Vamo Batê Lata. Vamo Batê Lata era acompanhado de um CD com 4 músicas inéditas, e o sucesso de "Uma Brasileira" (parceria de Herbert com Carlinhos Brown e participação de Djavan), "Saber Amar" e a controvertida Luís Inácio (300 Picaretas) (que criticava a política brasileira e os anões do orçamento) atraiu a atenção de público e imprensa de volta aos Paralamas. A volta às canções de fácil compreensão e ao formato pop colaborou definitivamente para o retorno ao sucesso de crítica e público, resultando na maior vendagem da carreira da banda (900 mil cópias).

Também começou aí a fase dos videoclipes superproduzidos, que levariam 11 VMB de 1995 a 1999, começando por Uma Brasileira, vencedor nas categorias Clipe Pop e Escolha da Audiência.

Nove Luas, de 1996 e Hey Na Na, de 1998 continuaram o caminho de êxito com faixas como Loirinha Bombril, La Bella Luna e Ela Disse Adeus (Nove Luas vendeu 250.000 cópias em um mês, enquanto Hey Na Na vendeu o mesmo em apenas uma semana).

Em 1999 a MTV Brasil chamou os Paralamas para gravar um Acústico MTV. O álbum, com canções menos conhecidas e a participação de Dado Villa-Lobos, ex-Legião Urbana, vendeu 500.000 cópias, ganhou o Grammy Latino e teve turnê de shows lotados.

Em 2000, lançaram uma segunda coletânea, Arquivo II, com músicas de todos os álbuns entre 1991 e 1998 (exceto Severino), uma regravação de "Mensagem de Amor" e a inédita "Aonde Quer Que Eu Vá", parceria de Herbert com Paulo Sérgio Valle (a dupla também escrevera sucessos para Ivete Sangalo).

2001-Hoje: Um acidente, mas não o fim

Em 4 de Fevereiro de 2001, um ultraleve pilotado por Herbert Vianna teve um acidente em Angra dos Reis. A mulher de Herbert, Lucy, estava a bordo e morreu. Herbert fora resgatado e levado para a capital. As seqüelas foram duras (Herbert fora entubado e acabara preso a uma cadeira de rodas), mas assim que Herbert mostrou que podia tocar, Bi e João resolveram voltar aos ensaios e gravar um disco cujas canções já estavam preparadas antes do acidente. Longo Caminho foi lançado em 2002. O som voltava ao principio, sem metais, em busca de um som mais “cru”. Uma apresentação no programa Fantástico, da TV Globo, serviu como a reestréia da banda, pós-acidente. A volta às turnês teve muito êxito, com shows lotados, até pela curiosidade do público em saber das reais condições de Herbert e da ansiedade em ver a banda reunida novamente. Tudo isso, aliado aos novos sucessos radiofônicos ("O Calibre", "Seguindo Estrelas", "Cuide Bem do Seu Amor" - esta última incluída na trilha sonora da novela Sabor da Paixão), impulsionou as vendas de Longo Caminho, que chegaram a 300 mil cópias.

Aproveitando o caráter fortemente emocional e emocionado dos shows da turnê, a banda grava Uns Dias Ao Vivo (2004), cheio de participações especiais (Dado Villa-Lobos, Andreas Kisser, Edgard Scandurra, Djavan, Nando Reis, Paulo Miklos, George Israel e Roberto Frejat). O disco mostrou uma banda pesada como quase nunca havia se visto. Velhos sucessos, como "Meu Erro", ganhavam versões turbinadas. As novas músicas soavam ainda mais cruas. Além de tudo, a banda decidira fazer a primeira parte da apresentação num pequeno palco armado no meio da pista. A proximidade com o público colaborou para que o resultado final ficasse caloroso e captasse fielmente a emoção dos shows.

Em 2005, os Paralamas lançam Hoje, o primeiro com músicas totalmente inéditas. A recepção foi boa e músicas como "2A", "Na Pista" e "De Perto" fizeram sucesso, embora não tenham sido grandes hits. Embora o disco voltasse a trazer um som mais solar, com a volta do uso de metais, não esquecia a parte pesada que havia sido abordada em Longo Caminho, em canções como "220 Desencapado", "Ponto de Vista" - que contou com o auxílio de Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura - e "Fora de Lugar". Ainda havia uma regravação de "Deus lhe Pague", de Chico Buarque, escolhida numa votação no site oficial da banda.

No início de 2006, foi lançado o DVD Hoje Ao Vivo, contendo um show da banda (feito sem platéia, no Pólo de Cinema e Vídeo, no Rio de Janeiro), com as músicas do disco, além de duas versões para "O Muro", música que Herbert gravara em O Som do Sim, disco solo de 2000, e Busca Vida. Ainda em 2006, é lançado documentário sobre Herbert Vianna, Herbert de Perto. A direção é de Roberto Berliner, que também dirigiu o DVD.

Em 2008, os Paralamas completam 25 anos de carreira, comemorados com uma série de shows junto com os Titãs, também há 25 anos na estrada. A série de shows culminou em um espetáculo realizado na Marina da Glória, Rio de Janeiro, lançado em CD e DVD e intitulado Paralamas e Titãs: Juntos e Ao Vivo.

Em 2009, os Paralamas lançam seu mais recente disco, Brasil Afora, que ficou primeiramente disponível para download (com uma música à mais) e pouco depois foi lançado em CD. O disco conta com as participações de Carlinhos Brown e Zé Ramalho, fora uma versão de uma música de Fito Paez.